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No Brasil dos dias atuais, setores da Justiçaparecem ter se esquecido do princípio da imparcialidade, comando da Constituição Federal que determina que juízes não podem ter interesse pessoal em relação ao resultado do processo, nem atuar para retirar proveito político, midiático, financeiro ou social. Prova disso é que a juíza Gabriel Hardt “confessou” que a sentença contraLula, no caso do sítio de Atibaia, deveria ser anulada.

Isso porque em entrevista a jornalistas nesta segunda-feira (13), antes de palestrar num evento promovido pela Escola de Magistratura Federal do Paraná (Esmafe-PR) e a Associação dos Juízes Federais (Ajufe), a magistrada admitiu que copiou a sentença do ex-juiz Sérgio Moro, do caso do triplex do Guarujá, para condenar o ex-presidente no caso do sítio, outra ação que não traz nenhuma prova.

Desde o início da perseguição a Lula, a defesa tem destacado que os processos “não estão sendo propriamente julgados nas instâncias inferiores; ao contrário, ali estão sendo apenas formalizadas decisões condenatórias pré-estabelecidas, inclusive por meio de aproveitamento de sentenças proferidas pelo ex-juiz da Vara, símbolo do programa punitivo direcionado”.

A confissão de Hardt e a perseguição a Lula são tão evidentes que até mesmo Reinaldo Azevedo, jornalista insuspeito de ser petista, apontou que “o Brasil deu à luz o “LPPL” — ou “Lei Penal Para Lula”. Ainda segundo ele, atualmente na Justiça brasileira “parece haver coisas que só valem se ele [Lula] for o réu ou que são consideradas aceitáveis apenas se for ele o alvo”, destacou em coluna no portal UOL.

Hardt deveria ser impedida de julgar

A presidenta nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), lembrou que contra Lula sempre foram cometidas inúmeras irregularidades para condená-lo sem nenhuma prova. A parlamentar lembrou ainda que a ‘confissão’ de Hardt “em qualquer lugar, isso seria um escândalo e a sentença anulada”. Ainda de acordo a presidenta, a “confirmação de que a juíza tomou a decisão “baseada em outra sentença é um vexame” e, por isso, a magistrada deveria se declarar impedida para o caso do ex-presidente.

O Líder do PT na Câmara dos DeputadosPaulo Pimenta (PT-RS), também comentou a ‘confissão’ de Hardt. Segundo Pimenta, a juíza “assumiu a própria incapacidade e falta de independência”.

Da Redação da Agência PT de Notícias, com informações do UOL