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Em nota à imprensa, advogados do ex-presidente informaram que nenhuma das quatro testemunhas de acusação que assinaram acordos com Sérgio Moro para reduzir suas penas apresentaram provas contra Lula em audiência realizada nesta segunda-feira (21) em Curitiba (PR).

O processo trata do apartamento triplex no Guarujá (SP) que os procuradores insistem em dizer que é propriedade oculta de Lula, muito embora nunca tenha estado em seu nome nem tenha sido utilizado por ele.

Para provar que nada tem a ver com o imóvel, a Defesa de Lula no processo solicitou uma série de provas técnicas e periciais, mas Moro negou a produção de todas. O juiz de primeira instância do Paraná decidiu fazer o processo baseado apenas em provas testemunhais. O juiz Moro ouviu os empresários Augusto Mendonça Neto, da empresa Toyo Setal; Dalton Avancini, ex-presidente da Camargo Corrêa; Eduardo Leite, ex-diretor vice-presidente da Camargo Corrêa e o ex-senador Delcídio do Amaral. Na semana retrasada, em depoimento a Sérgio Moro, todas as pessoas que, segundo Delcídio, teriam sido pressionadas por Lula, negaram peremptoriamente tal fato, em depoimentos oficiais à Justiça.

Leia nota na íntegra:

“Como era esperado, os quatro delatores arrolados pelo Ministério Público Federal para depor em audiência realizada nesta data (21/11) na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba não apresentaram qualquer elemento que confirme a tese acusatória relativa à propriedade de um apartamento triplex, no Guarujá, pelo ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua esposa Marisa Letícia. Tampouco afirmaram a participação do ex-Presidente em qualquer ilícito na Petrobrás.

O ex-senador Delcídio do Amaral, um dos delatores ouvidos, disse nada saber sobre essa acusação do tríplex, limitando-se a repetir suas já conhecidas afirmações vagas e sem provas. Há muito Delcídio vem falando que Lula desta vez “não escapa”. Essa obsessão por incriminar o ex-Presidente, mesmo sabendo de sua inocência, foi hoje mais uma vez comprovada. Delcídio foi incapaz de apontar um fato ou conversa concreta em relação a Lula.

Os demais delatores também afirmaram desconhecer qualquer relação de Lula com este imóvel ou com o recebimento de qualquer quantia indevida.

Os depoimentos colhidos deixam, portanto, claro que Lula não praticou ato ilícito. Essa mesma constatação emergiu na audiência do dia 8/11, na 10ª Vara Federal de Brasília quando os depoentes não confirmaram a acusação de Delcídio sobre a “compra de silêncio” de Nestor Cerveró. O próprio ex-diretor da Petrobrás isentou Lula de qualquer intervenção no seu processo de delação premiada.

Mais uma vez ficou claro que as acusações que o MPF fez contra Lula são frívolas, sem materialidade e fazem parte de um processo de lawfare, que é o uso de procedimento jurídicos para fins de perseguição política.

Assessoria de imprensa do Teixeira, Martins & Advogados”

Da Agência PT de Notícias